Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009


f,rol

Primeiro, o Le Soir, depois o Le Monde e por vezes o Libération, Marianne sempre, The Guardian sempre por conta do grafismo em papel e online, um prazer. Em seguida e por esta ordem entra o Público que leio quase sem ler, perdi-lhe o respeito, salto para o DN e Ferreira Fernandes que está cada vez melhor da coluna. Quando há Marcelino, Marcelino, de quando em vez o Baptista-Bastos mas não gosto do Baptista-Bastos, enfim, da pessoa. Não gosto. Correio da Manhã, mortos, crimes e Emídio Rangel, anteriormente conhecido por Homem-que-vendia-presidentes-como-sabonetes. Breve: o Expresso com Ferreira Alves, a empáfia de Monteiro e Sousa Tavares. Quando me lembro, abro o i online mas este jornal não é para mim. Se estou com pressa nada mais me prende aqui  mas se chovem cordas bruxelloises fico a jiboiar por casa com tudo o que a casa tem e tem computador, belgacom, bien sûr. Enfim. Sento-me e olho para o post-it da parede dos post-its onde escrevi twitter Henrique Monteiro e twitter JMF1957. Escangalho-me a rir com os 140 caracteres do heckle and jeckle, estico os braços, aproveito e alongo o corpo mais o espírito com o que de chalupa e gabedo vai para ali. É verdade, verdadinha que dedico ainda alguns minutos ao camarada twitter António Filipe e não me escapa a verde Apolónia. Bons blogs? Bem, bons muito obrigada e aqui vão:
O blog de todos os blogs tem o nome de um cientista e muito mais. O autor, sim é um autor, não está sempre a dar naquilo de post em post e é pessoa para deixar ali especada a cara do Popper durante quase um mês. Todos os links são do melhor incluindo o meu que também tenho direito à vida, tudo o que lá tem é Informação e não nha nha nha. Leio de ler. Número quê? Naturalmente 1. A família é blogger como eu e isto escreve-se como? É, pois 1  mais A Mãe dá dois? Se a vida fosse outra não seríamos de menos, que não «semos» e mais não digo sob pena de levar com as hienas da Net, animais, bestas deste meu bestiário. Se há um «anónimo chamado Abrantes», há que denunciá-lo com uma queixa formal às mais altas instâncias de ski, porque estamos quase no inverno e isto só vai lá com trocadilhos Isidros. A sério: ao Corporativo e companhia toca-lhe o 3, algarismo que Deus fez pois assinam o menos católico e melhor digest deste «mundo» virado do avesso, ou seja, parece que são do contra quando manifestamente estão a favor. O ambiente da blogosfera não lhes é favorável porque são socráticos de Sócrates, o inominável, aquele a quem só se pode dar em cima, o responsável pela crise em Portugal e no mundo e por todo o lado onde se descubra uma torneira que pingue, um telhado em mau estado, um papel no chão; esse mesmo que roubou a pastilha gorila ao menino pobre quando tinha oito anos e isto diz tudo sobre o seu carácter, facto, ai não é um facto? Avante, pois esse que realmente tem algumas culpas no cartório do estado a que chegou o país não é, não pode ser, ninguém acredita que seja o monstro que alguns querem que ele seja, lamento. Portanto, os do Câmara Corporativa levam com o meu elogio sentido. Leio todos os dias. Mesmo quando disparatam têm uma memória, vá lá, «memória» que vale muito e quem disser que têm um suspeito, estranho acesso a arquivos de papel havia de deitar a unha ao meu que é tão bom como o deles e ao da Maria João Rolo Duarte que é gigantesco e nenhuma de nós é de Abrantes. Gosto mesmo quando não gosto. São necessários blogs assim, de propaganda pura e dura como são todos os blogs desse estilo e defendo com unhas e dentes a liberdade de expressão, tal e qual, sem meias medidas. De todos os blogs políticos, oh yeah, este é O Blog. Não me interessa para nada que estejam ao serviço de quem dizem servir. Já perguntei, como é natural, quem são? Responderam-me com apelidos que conheço e  desconheço. Continuo na mesma e continuem, os corporativos também a sério, a brincar, a dar conta do famoso «contraditório» mesmo que lhes escape a vida do lado de fora, das pessoas de Santa Maria da Feira, realmente de Santa Maria da Feira. Mas neste particular estão bem acompanhados pelas centenas, milhares, milhões de blogs e twitters e facescoisos. Ossos desse difícil ofício. Aquilo devia, em meu entender, apimentar o template sem sal. Designer precisa-se para aquelas bandas. Número 4: o decano da blogosfera perdeu a centelha, é o «nosso» comissário político manifestamente estafado. Abre-se-lhe o blog e é como uma grande serra parada à espera de movimento. Estou a ser simpática porque lhe tenho simpatia mesmo quando é antipático e que programa mal amanhado vem a ser aquele na televisão do militante número 1 do PSD? Uma boa parte deste homem é uma excelente parte perdida em parte incerta. Um desperdício. Uma pena. Cinco estrelas para Portugal, Portugal é bom sobretudo porque ele diz que é mau, mau, muito mau e isto contado perde a piada. Leio-o a abanar a cabeça para os lados. Como é que eu o leio a abanar a cabeça para os lados? Há uma parte sensível do João que arruma a um canto muitos dos que por aí andam mas que infelizmente também ele decide atirar para o fundo do quarto dos fundos e podes tu mandar vir que aqui? Vou ali amanhar uma boga. Por vezes, o que se parece com coragem não passa de um encolher de ombros, de tédio mal gerido. Inflacionado pela imprensa preguiçosa, o Gonçalves dá guarida a Carrilho e Moura Guedes e até eu lá entro à molhada para depois ler comentários em que me chamam os maus nomes do costume. Uma alegria. À bomba bombinte só lhe falta um iPhone. iPhonics!Dêem-lhe o truc da moda e já, pois «não pode ser». O José Teófilo Duarteé meu primo de profissão, perdão, ex-profissão, direito e esquerdo, em frente, marche. Eduardo Graça, de esquerda quando a esquerda era A Esquerda? Gosto de ler as memórias do senhor Absorto e não esqueço que foi ele o primeiro a dar por mim, aqui de uma forma sensível porque é da minha natureza ser igualmente sensível. Obrigada. Hoje há conquilhas e amanhã idem idem. Tomás Vasques fuma? Pergunto-me quando passo pelo blog. Tem uma ligação à estiva que ainda não percebi bem. Camarada blogger, chamei eu ao histórico Vítor Dias e continuo na mesma, casmurra. Há um restaurante em Namur a dar pelo mesmo nome pelas mesmíssimas razões do camarada blogger. Porfírio Silva e a Máquina Especulativa, grafismo excelente e mais um contra o situacionismo, essa corrente instalada na Rede que acha Sócrates um escândalo permanente. E O Valupi? O Val, pá. Leio, gosto da paixão, daquelas palavras todas seguidas, tungas, pungas, pongas e não me preocupo nada de nada de nada com o anónimo que ofende, escreve palavrões, levanta-se, defende, ataca, dá e leva. Anda em matilha mas por vezes parece-me mais solitário que outra coisa e depois? Não é assim que todos nos organizamos? Não toca a todos estranhar o corpo que se estranha? Tem pinta de ser um sentimentalão e este meu «leve achar» não é despiciendo . Gosto e torno a gostar. Aprendi a ler de outra maneira e esse mérito é meu mas é deste que se assina daquela forma que me parece sempre cobardolas mas compreendo e não me causa dano. É muito bom. Flores trágicas e quecas urbanas parecem versos de uma canção do João Peste ou Ornatos. Mas não são. Creio. Serão? Controvertida Marmota é assim que chamo ao blog Controvertida Marmota. Peço desculpa pela estúpida sinceridade e sim costumo passar os olhos pelo azul claro do fundo que tem 10% de preto ou talvez menos, talvez se fique nos 8%. Também leio. Irène Jacob era Véronique no filme que não tem nada de nada «a ver» com o blog mais tranquilo de todos os que me vêm parar aos olhos e não vou ler para descansar a vista mas porque aponta para pessoas boas de boa mão para o que eu gosto. Ali vi a capa do livro da Sara Fanellique comprei no mesmo dia. Deixei de ler o Paulo Querido. É verdade, todos em coro: ooohh. Raramente me lembro que existe. Agora é mais twitter com as asneiradas do costume, a necessidade vital de gritar ao mundo e que mundo? a sua importância sendo que é importante na mesma medida em que todos o somos. Na mesma, como a lesma. O João Henriques. Quem é o João Henriques a quem os macacos mordem? Agradecida. Ontem experimentei abrir o blog João Henriques numa iLoja da baixa e aquilo dava nas vistas até dizer chega. E por lá ficou a pairar dentro do minimal design Mac. Não tem de quê. O blog da Ana. Ela sabe que eu sei que ela sabe. Então, não. Há mais, muitos mais. São tantos que não chego para as encomendas. Coisas poucas, escreve ela. Não concordo. Da Literatura. Nada a declarar. Comecei pelo sítio certo e termino com um de escrita a abrir e leitura burocrática. Dá pelos erros de todos e mais alguns. Anda-me para ali de olho de lince a dar em cima dos desgraçados que não atinam com vírgulas e pontos e que desconhecem o verdadeiro significado das palavras e para que serve um hífen? Para escrever António-Pedro ou Jean-Luc Godard. Quem assina Chove? Plúvio. Não é um accro do post. De quando em vez passa por lá e afinfa. Tem pinta de revisor, fiscal como o foi o Luiz Pacheco. É um blog bom e por vezes muito bom e ainda muitíssimo bom mas não o vejo por aí falado, mencionado, citado ou apenas lincado, linkado, sei lá como é que isto se escreve. Os que não estão no rol sintam-se à vontade para se sentirem porque têm razão. Ou talvez não.

 

Agora vou ali escrever umas cenas, colar envelopes numa porta, ordenar as chávenas por cores, despejar uns inquilinos, enrolar salsichas na lombarda lá de cima e descer as escadas para afiar lápis até se partirem. Mais tarde volto, volto, pois.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Fatima Rolo Duarte às 10:23
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