A face «oculta» de Portugal
mete nojo aos cães. Segredo de
justiça escancarado,
quando convém
e de forma
politicamente conveniente,
é pão e circo.
Não mais que pão e circo? Perigoso pão, perigoso circo.
Agora, com mais tempo, vejo-vos daqui de longe e antes de ir arranjar outra perna de outra cadeira etc e tal, coisas dos dias que passam sem importância, é sobre o carnaval da minha terra que me chega pela imprensa online, televisões, comentadores, um historiador travestido de stalker às voltas com 2500 fotografias de Sócrates penduradas nas paredes da caverna abrupta e como se pode levar isto tudo a sério? Só quem não for peão das nicas se dá ao luxo de ver a cores, porque quem é apanhado na voragem, acredito, passa a ter direito a tudo escuro sob o peso de insinuações e mais insinuações e a palavra alegada declinada em todo o seu esplendor e ainda um procurador que escuta de tudo e muito, aliás quem não escuta e não for escutado não é português? Que país é o meu com as luminárias do costume, oh puras luminárias aos gritos agarra-que-é-ladrão em qualquer direcção? Não. A roda livre trituradora de culpados e inocentes, misturados, sem a protecção que é de direito e legítima, a roda da porca desta política, porque disto se trata, pretende dar a volta ao jogo e chegar à casa de partida com Sócrates ao barulho. Dê lá por onde der. E as pessoas? As pessoas querem mesmo saber se isto anda tudo metido num assado quando lhes vendem que é assim porque sim e plim? Uma vez aqui chegados, certo é que voltamos à casa de partida de onde sairemos, se for esse o caso, sem saber onde e quando iremos parar, é como quem diz, porque de uma forma ou de outra o que interessa é completar a quadratura do círculo, não exactamente essa mas também, em que primeiro se atira à espera de ver no que dá, portanto, dizia eu, tiro e queda, tal e qual para tudo voltar à mesma ferifoga que em Portugal já vai muito, mas mesmo muito para lá de Marraquexe. Hã? Em Portugal, esse papo saído das entranhas da justiça já está em Teerã.