é bonito vê-las caminhar descalças
ao longo do corredor, como se
pedissem um par para dançar. As ». É bonito, é. Lindo e toca a fazer amigos na cultura. O Paul Auster, autor cuja obra me deixa quase indiferente mas que tem bom aspecto. Judeu, não é? Pois então, esse Auster dizia que a poesia é um assunto muito difícil e que a do quotidiano, essa como a da Rosário das raparigas, «é bonito vê-las caminhar», pois essa onda cai no patético com muita facilidade. Deve ser por isso que há tanta pessoa humana dedicada à poesia, principalmente as bestas quadradas. Sendo muito difícil, a poesia torna-se fácil e barata de escrever, publicar. Para quando os poemas de Margarida Rebelo Pinto? Fazem falta. Adiante. Vou e volto, vaivém. E aquilo do Sócrates e da queixa crime? É como um poema da Rosário Pedreira, pode ler-se ao contrário que não perde o ZZzzzzzzzzz interesse. E os franceses? Le jour de honte est arrivé. Não percebo pevas de futebol mas se há linguagem universal (sim, incluindo a de Anelka), cola que cola qualquer um a outro qualquer, oh, oh, é o futebol. Gosto de fotografar as pessoas que vêem futebol. E gosto muito de fotografias de futebolistas em acção. E o Ronaldo com a bola nas costas e pescoço e a rir? Gosto do mundo tal como ele se nos apresenta. Cheio de futebol. E as vuvuzelas? Não me incomodam mais desde que a cambada colonialista inglesa quis proibir o terrível som vuuuuuuuu, aquilo. E o Assurancetourix a reflectir sobre os insultos nas caixas de comentário dos jornais como se não tivesse mais assunto? E reproduz alguns dos escritos malcriadões mas com ***. Assim: vai-ta f****. Que água sai dessas torneiras? E que mais há-de ser? Uma quarta de manteiga e naquele tempo ia a dona Emília com a mesma faca de cortar sabão que dava conta do recado da manteiga, fiambre, queijo da ilha e vai mais sabão e a lâmina limpa num pano mais sujo que a roupa suja da equipa francesa de futebol. Aguarda-se uma profunda reflexão de Assouline sobre o «Va te faire enculer vírgula sale fils de pute» mas carregadinha de ****** (chamaram-me agora a atenção para uma estranha simetria ditada pela minha pressa. Que fique claro dois pontos Assurancetourix e o da República dos Livros são apenas linhas paralelas) . O mundo está perdido, essa é que é essa e muita memória tenho eu. Mentira. Tenho zero memória mas muitos e bons cadernos. Vão para dentro enquanto vou para fora e espero não ter mais nada para retirar e emendar, corrigir, olhe que um ponto ali e dois acolá, com todo o respeito ou como escreve a outra, eu adoro de adorar mesmo, mas. Ide.





















